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Paula Lemes Stradolini 11º Lugar Direito PUCRS

Ex-aluna é 11º Lugar no Vestibular de Inverno da PUCRS para o concurso de Direito.

Ex-aluna da Escola Escobar participou e obteve excelente resultado no concurso Vestibular de Inverno da PUCRS 2020 para o curso de Direito.

A estudante não fez curso pré-vestibular pois esta cursando neste ano de 2020 o 2º ano do Ensino Médio no Colégio Universitário.

Paula Lemes Stradolini colhe os benefícios da dedicação apresentada durante todos os anos em que cursou o Ensino Fundamental na Escola Escobar.

Beatriz Escobar 1º Lugar Biomedicina PUCRS

Ex-aluna é 1º Lugar no Vestibular da PUCRS para Biomedicina 2020

Ex-aluna da Escola Escobar concluiu o ensino médio em Dezembro de 2019 e concorreu no vestibular de verão 2020 da PUCRS obtendo o 1º Lugar em Biomedicina.

A Ex-aluna também obteve o 6º Lugar no vestibular de verão da UCS em Medicina Veterinária.

Na UFRGS concorreu para o curso de Museologia e também foi aprovada.

Obs: a estudante não fez nenhum curso pré-vestibular. Fez uso do aprendizado no Ensino Fundamental na Escola Escobar e formação do Ensino Médio.

Daniel dos Santos Bossle Ex-aluno é medalha de ouro na Olimpíada de Matemática

Ex-aluno da Escola Escobar Daniel dos Santos Bossle Ex-aluno é medalha de ouro na Olimpíada de Matemática. (2015)

Daniel dos Santos Bossle, aluno do curso de Ciência da Computação do INF-UFRGS recebeu medalha de ouro na 18ª Semana Olímpica, que ocorreu durante a 36ª Olimpíada Brasileira de Matemática, na cidade de São José do Rio Preto, em São Paulo, entre os dias 27 de janeiro e 02 de fevereiro.

O encontro já se tornou tradicional e ocorre, anualmente, em diferentes cidades do Brasil. Durante o evento, os alunos participam de aulas avançadas de matemática, ministradas por uma equipe de professores selecionados em todo o país. A Cerimônia de Premiação aconteceu no dia 1º de fevereiro.
Fonte: UFRGS
Leia também:
Instituto de Matemática e Estatística – UFRGS (2013)

Daniel dos Santos Bossle, bolsista de Inic. Cientifica do nosso Instituto recebeu medalha de prata na INTERNACIONAL MATHEMATICS COMPETITION FOR UNIVERSITY STUDENTS (IMC) – 20ª IMC 2013, Blagoevgrad, Bulgária.

A International Mathematics Competition for University Students (IMC), é uma competição destinada a alunos de graduação e que conta atualmente com a participação de mais de 80 instituições, entre as quais podemos citar as principais instituições de ensino do mundo como, por exemplo, Cambridge, École Polytechnique, Instituto Max Planck, Instituto Technion, MIT, Oxford, Universidade Complutense de Madri e Universidade de Moscou.

Fonte: UFRGS

Organização e estudo diário são rotina para vencedora do Soletrando

Ex-aluna da Escola Escobar explica: (2012)

Yasmin Böhm Lewis Esswein, 14 anos, sempre foi uma aluna dedicada. Alfabetizou-se aos cinco anos e desde pequena tomou gosto pela leitura e pelo português. A jovem estuda ao menos uma hora por dia, aumentando o tempo para duas horas aos fins de semana. Não é por acaso que a estudante do nono ano do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) não errou nenhuma palavra durante as etapas que a levaram à final da competição Soletrando, da qual foi vencedora em 2012.

A palavra que lhe deu o prêmio de R$ 100 mil e o troféu Jorge Amado no fim de setembro foi “endechador”, vocábulo que a estudante desconhecia. “Nunca tinha visto a palavra, mas havia estudado etimologia e regras ortográficas, então refleti sobre isso, analisei e cheguei à conclusão da grafia correta”, conta, ressaltando que o mais difícil durante a competição foi manter a tranquilidade. “Ela nunca deu chance para adversário, porque sempre acertava todas”, orgulha-se a mãe, Carmen Lúcia. (mais…)

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Lei permite matrícula com 05 anos no Ensino Fundamental

Governador sanciona lei que permite matrícula de crianças de cinco anos no Ensino Fundamental no RS

Parte da nova regra entra em vigor no ano letivo de 2020

Aprovada pela Assembleia Legislativa no início de dezembro, a lei estadual que flexibiliza a idade para ingresso no Ensino Fundamental – permitindo a matrícula de crianças de cinco anos no 1º ano – foi sancionada nessa sexta-feira (27) pelo governador Eduardo Leite. De autoria do deputado estadual Eric Lins (DEM), parte da mudança passa a valer já a partir do ano letivo de 2020.

Hoje, a legislação federal e um parecer do Conselho Nacional de Educação determinam que apenas alunos com seis anos completos ou que atingem essa idade mínima até 31 de março podem ser matriculados no 1º ano do Ensino Fundamental.

Conforme o texto aprovado no Estado, crianças que irão completar seis anos em outros momentos do ano letivo também poderão ser inscritas nesta primeira etapa. Na prática, a idade mínima passará a ser de cinco anos no Rio Grande do Sul.

Em sua conta no Twitter, Lins comemorou a sanção, afirmando se tratar de “uma grande alegria”. Em entrevista a GaúchaZH após a aprovação da norma na Assembleia, o deputado explicou os motivos da proposta, que foi alvo de controvérsia entre educadores:

— É injusto uma criança que faz aniversário em 31 de março ir para o 1º ano e outra criança que faz no dia 1º de abril não ir — disse o parlamentar, à época.

Parte da nova modalidade de ingresso passará a valer em 2020. Por conta de uma emenda aprovada em plenário, o restante ficará para 2021. Serão levados em conta três “graus de maturidade” para o ingresso, da seguinte forma:

  1. Presunção absoluta de maturidade (válida a partir de 2020): a criança que tem seis anos completos até 31 de março ingressa naturalmente no Ensino Fundamental.
  2. Presunção relativa de maturidade (válida a partir de 2020): aquela que tiver seis anos completos entre 1º de abril e 31 de maio também ingressará no primeiro ano, a não ser que haja uma solicitação dos pais ou responsáveis ou ainda do último professor para que o aluno não entre no Ensino Fundamental.
  3. Presunção relativa de imaturidade (válida a partir de 2021): o aluno que tiver seis anos completos entre 1º de junho e 31 de dezembro deverá apresentar manifestação expressa dos pais e de uma equipe multidisciplinar para ingressar no Ensino Fundamental.

Procurada por GaúchaZH, a assessoria de comunicação da  Secretaria Estadual da Educação (Seduc) confirmou que a alteração será adotada na forma prevista pela lei a partir de 2020.

Fonte: Gaucha ZH 28/12/2019

Professor deve se manter atualizado

“O professor não pode envelhecer nunca!”, afirma a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Clarilza Prado de Souza. Segunda ela, o professor precisa constantemente atualizar seus conhecimentos tecnológicos, políticos, pedagógicos, éticos, e de relacionamentos que surgem com a evolução da sociedade. “É uma das únicas profissões que exigem renovação a cada momento. Precisamos estar sempre jovens”, afirma a professora, que acredita que o acúmulo de conhecimento e a atualização são desafios permanentes na vida dos educadores.

Clarilza coordena 31 grupos de pesquisa brasileiros, portugueses, argentinos e gregos. Eles estudam o processo de mudança da subjetividade do professor e como isso afeta a sua transformação em um bom profissional. O objetivo é pesquisar e trabalhar os dados, para levá-los às faculdades de educação. “Temos que considerar as condições subjetivas, o que o professor conhece, necessita. Não podemos mudar uma técnica sem conhecer quem são eles, qual a sua realidade”, explica.

Genir Genaro Lemos, de Campo Grande, é uma professora que está sempre em busca de novos conhecimentos. Com 37 anos dedicados ao magistério, ela acredita que os educadores devem atualizar-se, a fim de se adequar ao rápido avanço da tecnologia. Em sua opinião, os professores precisam estar preparados para lidar com alunos que possuem grande quantidade de conhecimentos, devido às facilidades que existem para buscar novas informações. “Os alunos sabem muito, em alguns casos até mais do que o professor”, afirma Genir, que já lecionou em cinco escolas estaduais e é graduada em letras e pós-graduada em metodologia de ensino.

A professora destaca também a importância do elo professor-aluno. “A falta de informação por parte dos educadores atrapalha o vínculo com os estudantes. Ao buscar informações novas, fica mais fácil atrair os alunos e estimular a participação e interação dentro de sala”, diz Genir.

Sobre a carga horária do educador, a pesquisadora Clarilza enfatiza que é fundamental que o professor tenha organização, para também se dedicar a seu trabalho, treinamento, programas de capacitação. “Uma das frustrações é que muitas vezes ele se capacita e não consegue aplicar na escola, no seu dia-a-dia”, afirma.

Em Boa Vista, Antônia Zélia Araújo Santos, 38 anos, conseguiu superar a agenda apertada. Há 16 trabalhando com educação, atua hoje como professora multiplicadora. Além de se interessar por cursos e buscar novas capacitações, ela estimula e aplica cursos a outros docentes. Antônia fez curso de pós-graduação a distância em tecnologia da educação, na Universidade do Rio de Janeiro. Para ela, o professor que busca a capacitação é mais dinâmico e sempre tem novidades para expor aos colegas e aos alunos. “Quem não se atualiza acaba tornando as aulas rotineiras e sem grandes atrativos”, defende Antônia. Segundo ela, “a capacitação beneficia principalmente os professores, mas também os alunos”.

Já Viviam Cristine Soder e Gomes, de Morrinhos (GO), sempre teve medo de expor suas idéias e colocá-las no papel, com receio de ser criticada por não ter um grau de formação maior. Concursada há muitos anos, como assistente de ensino, ficou feliz quando foi convidada para trabalhar como professora do pré-escolar, na Escola Municipal Modelo 14 de Maio, mas também preocupada, pois não tinha experiência. Agora, cursando o Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil (Proinfantil), está mais segura e confiante. “Sei que já posso entrar em uma sala de aula e ensinar às crianças, sem medo de errar. Com os conhecimentos adquiridos no curso, posso dizer com clareza: vale a pena acreditar e ir em busca de nossos ideais”, afirma.

Assessoria de Imprensa da Seed

Fonte: Ministério da Educação

Bilíngues têm vantagens no aprendizado

Estudos mostram que quem sabe mais de uma língua está mais protegido contra a senilidade e podem até raciocinar de forma diferente em cada idioma.

Quando era um bebê, minha mãe fez algo que alterou o modo como meu cérebro se desenvolveu. Algo que melhorou minha capacidade de aprendizagem, de resolver enigmas e de executar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Um dia, esse ato talvez até proteja meu cérebro da senilidade. O que foi esse truque? Ela começou a falar comigo em francês.

Novas pesquisas sugerem que falar duas línguas pode ter efeito profundo no modo como pensamos. O aprimoramento cognitivo é apenas o primeiro passo. Memórias, valores, até a personalidade podem mudar, dependendo da língua que estou falando. É quase como se o cérebro bilíngue abrigasse duas mentes independentes.

A opinião sobre o bilinguismo não foi sempre tão positiva. Desde o século 19 pedagogos alertavam que a prática confundiria as crianças e as impediria de aprender corretamente uma das línguas ou a outra. Na pior das hipóteses, essa educação poderia prejudicar o desenvolvimento e reduziria o QI. Hoje, esses medos parecem não ter fundamento. Sim, indivíduos bilíngues tendem a ter vocabulários ligeiramente menores em relação a monoglotas nos idiomas que falam e às vezes demoram um pouco mais para encontrar a palavra certa para cada objeto. Mas um estudo da década de 1960 feito no Canadá revelou que a habilidade de falar dois idiomas não prejudica o desenvolvimento em geral, pelo contrário. Os psicólogos Elizabeth Peal e Wallace Lambert, da Universidade McGill, descobriram que os indivíduos bilíngues, na verdade, superam os monoglotas em 15 testes verbais e não-verbais.

Infelizmente, esses resultados foram ignorados por quase todos os pesquisadores da época. Apenas nos últimos anos o bilinguismo recebeu a atenção que merece. O interesse renovado acompanhou inovações tecnológicas, como a espectroscopia de infravermelho próximo funcional, uma forma de diagnóstico por imagem que funciona com um monitor portátil observando os cérebros de bebês sentados nos colos dos pais. Pela primeira vez, os pesquisadores puderam analisar os cérebros de recém-nascidos em seus primeiros encontros com a linguagem.

Usando essa técnica, a neurocientista norte-americana Laura Ann Petitto, da Gallaudet University, descobriu uma diferença fundamental entre bebês que crescem ouvindo uma ou duas línguas. De acordo com a teoria mais difundida, os bebês nascem “cidadãos do mundo”, capazes de diferenciar sons de qualquer idioma humano. Quando chegam a um ano, acredita-se que eles tenham perdido essa capacidade e se concentram exclusivamente nos sons de sua língua-mãe. Isso parece verdade para os monoglotas, mas o estudo de Petitto, publicado em maio deste ano, descobriu que as crianças bilíngues ainda mostram um aumento de atividade neurológica quando ouvem línguas totalmente desconhecidas ao final de seu primeiro ano. Petitto acha que a experiência bilíngue impede que a criança perca a capacidade de entender sons de outros cantos. O fato ajuda as crianças bilíngues a aprenderem outros idiomas pelo resto da vida.

Só o que interessa

Outra vantagem do cérebro de bilíngues foi descoberta em 2003 por Ellen Bialystok, psicóloga da Universidade York de Toronto. A pesquisadora pediu a um grupo de crianças que identificasse quais frases de uma sequência eram gramaticalmente corretas. Ambos os tipos, monoglotas e bilíngues, enxergavam o erro em frases como “maçãs cresçam em árvores”, mas as diferenças apareciam quando analisavam frases sem sentido, como “maçãs crescem em narizes”. Os monoglotas, desconcertados pela ideia ridícula, não conseguiam reconhecer que a sentença não continha erros gramaticais, enquanto os bilíngues davam a resposta certa.

Com base nesse e em outros estudos, Bialystok defende que os cérebros de bilíngues passam por melhorias no chamado “sistema executivo” do cérebro, um conjunto de habilidades mentais que dá capacidade de bloquear informações irrelevantes. Essa vantagem seria a responsável por eles conseguirem se concentrar na gramática e ignorar o sentido das palavras. A característica também os ajuda a passar de uma tarefa para outra sem ficar confuso.

O sistema executivo é fundamental para praticamente tudo que fazemos, da leitura à matemática e até dirigir carros. Logo, melhorias nesse aspecto resultam em maior flexibilidade mental. As virtudes do bilinguismo podem até alcançar nossas habilidades sociais. Paula Rubio-Fernández e Sam Glucksberg, ambos psicólogos da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, descobriram que indivíduos bilíngues são mais capazes de se imaginar no lugar dos outros, pois têm mais facilidade de bloquear informações que já conhecem e se concentrar no ponto de vista alheio.

Ginástica mental

Mas por que falar dois idiomas torna o cérebro bilíngue tão focado? Para descobrir isso, a psicóloga Viorica Marian, da Universidade Northwestern, nos EUA, usou monitores de movimento dos olhos para registrar o foco de voluntários enquanto realizavam uma série de atividades. Em uma delas, a pesquisadora enfileirou alguns objetosem frente a indivíduos bilíngues em russo e inglês e pediu, por exemplo, que “pegassem a caneta”. Os nomes de parte dos objetos escolhidos soam parecidos nas duas línguas, mas têm sentidos diferentes. A palavra russa para “selo” é parecida com a palavra em inglês para “caneta”. Apesar dos voluntários sempre entenderem a pergunta, o monitor mostrava que eles davam uma olhada rápida no objeto errado (o selo, neste caso) antes de escolher o correto (a caneta).

Esse gesto quase imperceptível revela um detalhe importante do cérebro bilíngue: nos bastidores, as duas línguas estão sempre competindo pela nossa atenção. O resultado é que quando os bilíngues falam, escrevem ou escutam o rádio, o cérebro está ocupado, tentando escolher a palavra certa e inibindo o mesmo termo da outra língua. É um teste difícil de controle executivo, o mesmo tipo de exercício que encontramos em programas de “treinamento cerebral” vendidos por aí.

Não demorou para os cientistas imaginarem que essa ginástica também poderia ajudar o cérebro a resistir aos efeitos da velhice. Afinal, há evidências que outras formas de exercício cerebral criam uma reserva cognitiva que protege a mente da deterioração causada pela idade. Isso foi mostrado quando Bialystok e seus colegas coletaram dados de 184 pessoas diagnosticadas com demência, metade das quais eram bilíngues. Os resultados, publicados em 2007, foram surpreendentes: os sintomas surgiram quatro anos mais tarde entre os bilíngues em relação a seus colegas monoglotas. Em 2010, eles repetiram o estudo em outros 200 indivíduos com Alzheimer. Os sintomas começaram a se manifestar cinco anos mais tarde entre aqueles pacientes que eram bilíngues.

Outra língua, outra atitude

Além de fortalecer os cérebros, falar um segundo idioma pode ter um impacto profundo sobre o comportamento. Susan Ervin-Tripp, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, estudou a questão na década de 1960, quando pediu a um grupo de falantes de japonês e inglês que completassem um conjunto de frases em duas sessões separadas: primeiro em um idioma, depois no outro. Ela descobriu que os voluntários tendiam a usar finais bastante diferentes em uma língua e outra. Por exemplo, dada a frase “amigos de verdade devem…”, os participantes completavam com “ajudar uns aos outros” em japonês, mas com “ser honestos” em inglês. Os achados levaram Ervin-Tripp a sugerir que os bilíngues utilizam dois canais mentais, um para cada idioma, como duas mentes diferentes.

Diversos estudos recentes parecem apoiar essa teoria das duas mentes (veja mais deles na página ao lado). Uma explicação é que cada idioma traz à mente os valores da cultura que vivenciamos enquanto o aprendíamos, explica Nairán Ramírez-Esparza, psicóloga da Universidade de Washington. Em um estudo recente, Nairán pediu que mexicanos bilíngues avaliassem a própria personalidade em questionários em inglês e espanhol. É sabido que a modéstia tem um valor cultural mais alto no México em comparação com os Estados Unidos, onde a assertividade é sinônimo de respeito. O idioma das perguntas parecia ativar essas diferenças. Quando questionados em espanhol, os voluntários eram mais humildes do que quando a pesquisa era apresentada em inglês.

Apesar dos avanços recentes, em se tratando do impacto do bilinguismo, os pesquisadores podem estar vendo apenas a ponta do iceberg. Muitas perguntas ainda estão sem resposta. Uma das principais é se um indivíduo que foi criado monoglota poderia obter os mesmos benefícios ao aprender outra língua. Em caso positivo, é difícil pensar em motivo melhor para o ensino de língua estrangeira.

Fala-se muito sobre as dificuldades enfrentadas por quem tenta aprender um novo idioma na idade adulta, mas as evidências sugerem que o esforço vale a pena. “É possível aprender outro idioma com qualquer idade e falá-lo fluentemente. Nós conseguimos ver os benefícios para o seu sistema cognitivo”, diz Marian. Bialystok concorda que os aprendizes adultos conquistam uma vantagem, ainda que o aumento de desempenho tenda a ser mais fraco do que entre os bilíngues. “Aprenda um novo idioma com qualquer idade pelo estímulo mental”, aconselha. “Essa é a fonte da reserva cognitiva.” Por ora, sou grata por já ter superado esse desafio. Minha mãe nunca poderia ter adivinhado quanto suas palavras mudariam meu cérebro e o modo como vejo o mundo, mas tenho certeza de que valeu o esforço. E por tudo isso, não posso deixar de dizer: Merci!

Dupla personalidade
Pesquisas mostram como o raciocínio dos bilíngues pode mudar de acordo com o idioma

Imersão cultural
Pesquisadores da Universidade Northwestern mostraram que bilíngues tendem a ter lembranças diferentes em cada língua. Ao receberem um pedido para citar “uma estátua de alguém olhando para o horizonte com um braço erguido”, voluntários fluentes em mandarim e inglês lembravam mais da Estátua da Liberdade quando a pergunta era feita em inglês e da estátua de Mao Zedong em mandarim.

Mala memória
Lera Boroditsky, professora da Universidade de Stanford, na Califórnia, descobriu numa pesquisa de 2010 que quando bilíngues falam espanhol, desenvolvem mais dificuldade em lembrar quem causou um acidente. Sua teoria é que isso acontece provavelmente porque eles tendem a usar construções impessoais como Se rompió el florero (“o vaso se quebrou”), que não explicitam o responsável pelo evento.

Sangue latino
Quando o Baruch College de Nova York pediu a voluntários bilíngues em inglês e espanhol que assistissem a anúncios televisivos com mulheres, a tendência após ver as propagandas em espanhol era classificá-las como independentes e extrovertidas; em inglês, os mesmos anúncios eram descritos como desesperados e dependentes.

Falando grego
Um estudo de pesquisadores da Universidade de Chipre revelou que indivíduos bilíngues em grego e inglês informavam reações emocionais distintas à mesma história, dependendo do idioma utilizado: eles ficavam “indiferentes” à personagem na versão em inglês do teste, por exemplo, mas “preocupados” com seu progresso quando escutavam a versão grega.

Fonte: Globo.com Galileu

Bilíngues raciocinam melhor

Bilíngues raciocinam melhor e têm menos problemas mentais.
Estudos mostram que habilidade adia demência e traz flexibilidade cognitiva

NOVA YORK — Ter a capacidade de falar mais de um idioma pode ser sinônimo de melhor saúde mental. É o que sustenta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Nova York, cujo resultado foi publicado na revista especializada “Trends in Cognitive Sciences”.

— Estudos anteriores já tinham afirmado que o bilinguismo tem um efeito benéfico no desenvolvimento cognitivo das crianças. No nosso trabalho, revisamos estes estudos recentes usando os métodos comportamental e de neuroimagens para examinar os efeitos do bilinguismo na cognição dos adultos — explica Ellen Bialystok, principal autora do estudo.

Segundo Ellen, a necessidade de monitorar duas línguas, a fim de selecionar a mais apropriada para o momento, solitcita regiões cerebrais que são críticas para a atenção e o controle cognitivo. O processo pode reconfigurar e fortalecer estas redes de controle da cognição, possivelmente aumentando a chamada flexibilidade mental, isto é, a habilidade de se adaptar a mudanças contínuas e processar informações eficientemente.

A pesquisa também sugere que o bilinguismo melhora a reserva cognitiva, isto é, o efeito protetor que a atividade física ou mental tem sobre a função cognitiva, garantindo um envelhecimento saudável. Esta reserva também é capaz de adiar o surgimento de sintomas nas pessoas que sofrem de demência, o que foi comprovado por estudos mostrando que pessoas bilíngues apresentam sintomas de demência anos depois das monoglotas.

— Nossa conclusão é de que a experiência de toda uma vida administrando a atenção dada a duas línguas reorganiza as redes cerebrais específicas (envolvidas no processo), criando uma base mais efetiva para o controle executivo e sustentando uma performance cognitiva melhor ao longo de toda a vida — diz Ellen. — Não seria surpreendente que esta experiência deixasse suas marcas em nossas mentes e cérebros, e agora está claro que o cérebro bilíngue é formatado exclusivamente pela experiência.

Na Espanha, o centro Brainglot, dedicado à pesquisa da linguagem, também estuda as diferenças entre cérebros de pessoas bilíngues e monoglotas.

— As bilíngues usam mais áreas cerebrais na tarefa linguística, recorrendo sobretudo ao lado esquerdo do cérebro (relacionado à linguagem), mas também a algumas regiões do lado direito. Isso quer dizer que, no processo, elas precisam empregar mais áreas do cérebro que as monoglotas. Isso poderia significar uma lentidão pouco significativa na hora de manejar a linguagem, mas a parte positiva é que os bilíngues, ao passar o dia todo mudando de idioma, treinam também suas habilidades cognitivas não linguísticas, mais concretamente as funções executivas, que servem para que se adaptem a estas mudanças. Seria possível dizer que, nesta tarefa, os bilíngues são melhores — disse ao jornal “El País” o cientista César Ávila, que trabalha no Brainglot.

Fonte: O Globo

Proposta Pedagógica

A orientação pedagógica do Colégio Escobar é a constante busca de um ensino de qualidade , que estimule o aluno a desenvolver suas habilidades e competências, proporcionando a sua humanização, construindo seu senso crítico oportunizando aos alunos igualmente uma aprendizagem de acordo com o seu talento e o seu potencial. Os alunos são estimulados a pensar e a  expressarem suas ideias e a conviverem com ideias diferentes. As atitudes adquiridas no colégio serão a sua base e irão moldar a forma como elas interagem com o mundo.