Lei permite matrícula com 05 anos no Ensino Fundamental

Governador sanciona lei que permite matrícula de crianças de cinco anos no Ensino Fundamental no RS

Parte da nova regra entra em vigor no ano letivo de 2020

Aprovada pela Assembleia Legislativa no início de dezembro, a lei estadual que flexibiliza a idade para ingresso no Ensino Fundamental – permitindo a matrícula de crianças de cinco anos no 1º ano – foi sancionada nessa sexta-feira (27) pelo governador Eduardo Leite. De autoria do deputado estadual Eric Lins (DEM), parte da mudança passa a valer já a partir do ano letivo de 2020.

Hoje, a legislação federal e um parecer do Conselho Nacional de Educação determinam que apenas alunos com seis anos completos ou que atingem essa idade mínima até 31 de março podem ser matriculados no 1º ano do Ensino Fundamental.

Conforme o texto aprovado no Estado, crianças que irão completar seis anos em outros momentos do ano letivo também poderão ser inscritas nesta primeira etapa. Na prática, a idade mínima passará a ser de cinco anos no Rio Grande do Sul.

Em sua conta no Twitter, Lins comemorou a sanção, afirmando se tratar de “uma grande alegria”. Em entrevista a GaúchaZH após a aprovação da norma na Assembleia, o deputado explicou os motivos da proposta, que foi alvo de controvérsia entre educadores:

— É injusto uma criança que faz aniversário em 31 de março ir para o 1º ano e outra criança que faz no dia 1º de abril não ir — disse o parlamentar, à época.

Parte da nova modalidade de ingresso passará a valer em 2020. Por conta de uma emenda aprovada em plenário, o restante ficará para 2021. Serão levados em conta três “graus de maturidade” para o ingresso, da seguinte forma:

  1. Presunção absoluta de maturidade (válida a partir de 2020): a criança que tem seis anos completos até 31 de março ingressa naturalmente no Ensino Fundamental.
  2. Presunção relativa de maturidade (válida a partir de 2020): aquela que tiver seis anos completos entre 1º de abril e 31 de maio também ingressará no primeiro ano, a não ser que haja uma solicitação dos pais ou responsáveis ou ainda do último professor para que o aluno não entre no Ensino Fundamental.
  3. Presunção relativa de imaturidade (válida a partir de 2021): o aluno que tiver seis anos completos entre 1º de junho e 31 de dezembro deverá apresentar manifestação expressa dos pais e de uma equipe multidisciplinar para ingressar no Ensino Fundamental.

Procurada por GaúchaZH, a assessoria de comunicação da  Secretaria Estadual da Educação (Seduc) confirmou que a alteração será adotada na forma prevista pela lei a partir de 2020.

Fonte: Gaucha ZH 28/12/2019




Professor deve se manter atualizado

“O professor não pode envelhecer nunca!”, afirma a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Clarilza Prado de Souza. Segunda ela, o professor precisa constantemente atualizar seus conhecimentos tecnológicos, políticos, pedagógicos, éticos, e de relacionamentos que surgem com a evolução da sociedade. “É uma das únicas profissões que exigem renovação a cada momento. Precisamos estar sempre jovens”, afirma a professora, que acredita que o acúmulo de conhecimento e a atualização são desafios permanentes na vida dos educadores.

Clarilza coordena 31 grupos de pesquisa brasileiros, portugueses, argentinos e gregos. Eles estudam o processo de mudança da subjetividade do professor e como isso afeta a sua transformação em um bom profissional. O objetivo é pesquisar e trabalhar os dados, para levá-los às faculdades de educação. “Temos que considerar as condições subjetivas, o que o professor conhece, necessita. Não podemos mudar uma técnica sem conhecer quem são eles, qual a sua realidade”, explica.

Genir Genaro Lemos, de Campo Grande, é uma professora que está sempre em busca de novos conhecimentos. Com 37 anos dedicados ao magistério, ela acredita que os educadores devem atualizar-se, a fim de se adequar ao rápido avanço da tecnologia. Em sua opinião, os professores precisam estar preparados para lidar com alunos que possuem grande quantidade de conhecimentos, devido às facilidades que existem para buscar novas informações. “Os alunos sabem muito, em alguns casos até mais do que o professor”, afirma Genir, que já lecionou em cinco escolas estaduais e é graduada em letras e pós-graduada em metodologia de ensino.

A professora destaca também a importância do elo professor-aluno. “A falta de informação por parte dos educadores atrapalha o vínculo com os estudantes. Ao buscar informações novas, fica mais fácil atrair os alunos e estimular a participação e interação dentro de sala”, diz Genir.

Sobre a carga horária do educador, a pesquisadora Clarilza enfatiza que é fundamental que o professor tenha organização, para também se dedicar a seu trabalho, treinamento, programas de capacitação. “Uma das frustrações é que muitas vezes ele se capacita e não consegue aplicar na escola, no seu dia-a-dia”, afirma.

Em Boa Vista, Antônia Zélia Araújo Santos, 38 anos, conseguiu superar a agenda apertada. Há 16 trabalhando com educação, atua hoje como professora multiplicadora. Além de se interessar por cursos e buscar novas capacitações, ela estimula e aplica cursos a outros docentes. Antônia fez curso de pós-graduação a distância em tecnologia da educação, na Universidade do Rio de Janeiro. Para ela, o professor que busca a capacitação é mais dinâmico e sempre tem novidades para expor aos colegas e aos alunos. “Quem não se atualiza acaba tornando as aulas rotineiras e sem grandes atrativos”, defende Antônia. Segundo ela, “a capacitação beneficia principalmente os professores, mas também os alunos”.

Já Viviam Cristine Soder e Gomes, de Morrinhos (GO), sempre teve medo de expor suas idéias e colocá-las no papel, com receio de ser criticada por não ter um grau de formação maior. Concursada há muitos anos, como assistente de ensino, ficou feliz quando foi convidada para trabalhar como professora do pré-escolar, na Escola Municipal Modelo 14 de Maio, mas também preocupada, pois não tinha experiência. Agora, cursando o Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil (Proinfantil), está mais segura e confiante. “Sei que já posso entrar em uma sala de aula e ensinar às crianças, sem medo de errar. Com os conhecimentos adquiridos no curso, posso dizer com clareza: vale a pena acreditar e ir em busca de nossos ideais”, afirma.

Assessoria de Imprensa da Seed

Fonte: Ministério da Educação




Bilíngues têm vantagens no aprendizado

Estudos mostram que quem sabe mais de uma língua está mais protegido contra a senilidade e podem até raciocinar de forma diferente em cada idioma.

Quando era um bebê, minha mãe fez algo que alterou o modo como meu cérebro se desenvolveu. Algo que melhorou minha capacidade de aprendizagem, de resolver enigmas e de executar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Um dia, esse ato talvez até proteja meu cérebro da senilidade. O que foi esse truque? Ela começou a falar comigo em francês.

Novas pesquisas sugerem que falar duas línguas pode ter efeito profundo no modo como pensamos. O aprimoramento cognitivo é apenas o primeiro passo. Memórias, valores, até a personalidade podem mudar, dependendo da língua que estou falando. É quase como se o cérebro bilíngue abrigasse duas mentes independentes.

A opinião sobre o bilinguismo não foi sempre tão positiva. Desde o século 19 pedagogos alertavam que a prática confundiria as crianças e as impediria de aprender corretamente uma das línguas ou a outra. Na pior das hipóteses, essa educação poderia prejudicar o desenvolvimento e reduziria o QI. Hoje, esses medos parecem não ter fundamento. Sim, indivíduos bilíngues tendem a ter vocabulários ligeiramente menores em relação a monoglotas nos idiomas que falam e às vezes demoram um pouco mais para encontrar a palavra certa para cada objeto. Mas um estudo da década de 1960 feito no Canadá revelou que a habilidade de falar dois idiomas não prejudica o desenvolvimento em geral, pelo contrário. Os psicólogos Elizabeth Peal e Wallace Lambert, da Universidade McGill, descobriram que os indivíduos bilíngues, na verdade, superam os monoglotas em 15 testes verbais e não-verbais.

Infelizmente, esses resultados foram ignorados por quase todos os pesquisadores da época. Apenas nos últimos anos o bilinguismo recebeu a atenção que merece. O interesse renovado acompanhou inovações tecnológicas, como a espectroscopia de infravermelho próximo funcional, uma forma de diagnóstico por imagem que funciona com um monitor portátil observando os cérebros de bebês sentados nos colos dos pais. Pela primeira vez, os pesquisadores puderam analisar os cérebros de recém-nascidos em seus primeiros encontros com a linguagem.

Usando essa técnica, a neurocientista norte-americana Laura Ann Petitto, da Gallaudet University, descobriu uma diferença fundamental entre bebês que crescem ouvindo uma ou duas línguas. De acordo com a teoria mais difundida, os bebês nascem “cidadãos do mundo”, capazes de diferenciar sons de qualquer idioma humano. Quando chegam a um ano, acredita-se que eles tenham perdido essa capacidade e se concentram exclusivamente nos sons de sua língua-mãe. Isso parece verdade para os monoglotas, mas o estudo de Petitto, publicado em maio deste ano, descobriu que as crianças bilíngues ainda mostram um aumento de atividade neurológica quando ouvem línguas totalmente desconhecidas ao final de seu primeiro ano. Petitto acha que a experiência bilíngue impede que a criança perca a capacidade de entender sons de outros cantos. O fato ajuda as crianças bilíngues a aprenderem outros idiomas pelo resto da vida.

Só o que interessa

Outra vantagem do cérebro de bilíngues foi descoberta em 2003 por Ellen Bialystok, psicóloga da Universidade York de Toronto. A pesquisadora pediu a um grupo de crianças que identificasse quais frases de uma sequência eram gramaticalmente corretas. Ambos os tipos, monoglotas e bilíngues, enxergavam o erro em frases como “maçãs cresçam em árvores”, mas as diferenças apareciam quando analisavam frases sem sentido, como “maçãs crescem em narizes”. Os monoglotas, desconcertados pela ideia ridícula, não conseguiam reconhecer que a sentença não continha erros gramaticais, enquanto os bilíngues davam a resposta certa.

Com base nesse e em outros estudos, Bialystok defende que os cérebros de bilíngues passam por melhorias no chamado “sistema executivo” do cérebro, um conjunto de habilidades mentais que dá capacidade de bloquear informações irrelevantes. Essa vantagem seria a responsável por eles conseguirem se concentrar na gramática e ignorar o sentido das palavras. A característica também os ajuda a passar de uma tarefa para outra sem ficar confuso.

O sistema executivo é fundamental para praticamente tudo que fazemos, da leitura à matemática e até dirigir carros. Logo, melhorias nesse aspecto resultam em maior flexibilidade mental. As virtudes do bilinguismo podem até alcançar nossas habilidades sociais. Paula Rubio-Fernández e Sam Glucksberg, ambos psicólogos da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, descobriram que indivíduos bilíngues são mais capazes de se imaginar no lugar dos outros, pois têm mais facilidade de bloquear informações que já conhecem e se concentrar no ponto de vista alheio.

Ginástica mental

Mas por que falar dois idiomas torna o cérebro bilíngue tão focado? Para descobrir isso, a psicóloga Viorica Marian, da Universidade Northwestern, nos EUA, usou monitores de movimento dos olhos para registrar o foco de voluntários enquanto realizavam uma série de atividades. Em uma delas, a pesquisadora enfileirou alguns objetosem frente a indivíduos bilíngues em russo e inglês e pediu, por exemplo, que “pegassem a caneta”. Os nomes de parte dos objetos escolhidos soam parecidos nas duas línguas, mas têm sentidos diferentes. A palavra russa para “selo” é parecida com a palavra em inglês para “caneta”. Apesar dos voluntários sempre entenderem a pergunta, o monitor mostrava que eles davam uma olhada rápida no objeto errado (o selo, neste caso) antes de escolher o correto (a caneta).

Esse gesto quase imperceptível revela um detalhe importante do cérebro bilíngue: nos bastidores, as duas línguas estão sempre competindo pela nossa atenção. O resultado é que quando os bilíngues falam, escrevem ou escutam o rádio, o cérebro está ocupado, tentando escolher a palavra certa e inibindo o mesmo termo da outra língua. É um teste difícil de controle executivo, o mesmo tipo de exercício que encontramos em programas de “treinamento cerebral” vendidos por aí.

Não demorou para os cientistas imaginarem que essa ginástica também poderia ajudar o cérebro a resistir aos efeitos da velhice. Afinal, há evidências que outras formas de exercício cerebral criam uma reserva cognitiva que protege a mente da deterioração causada pela idade. Isso foi mostrado quando Bialystok e seus colegas coletaram dados de 184 pessoas diagnosticadas com demência, metade das quais eram bilíngues. Os resultados, publicados em 2007, foram surpreendentes: os sintomas surgiram quatro anos mais tarde entre os bilíngues em relação a seus colegas monoglotas. Em 2010, eles repetiram o estudo em outros 200 indivíduos com Alzheimer. Os sintomas começaram a se manifestar cinco anos mais tarde entre aqueles pacientes que eram bilíngues.

Outra língua, outra atitude

Além de fortalecer os cérebros, falar um segundo idioma pode ter um impacto profundo sobre o comportamento. Susan Ervin-Tripp, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, estudou a questão na década de 1960, quando pediu a um grupo de falantes de japonês e inglês que completassem um conjunto de frases em duas sessões separadas: primeiro em um idioma, depois no outro. Ela descobriu que os voluntários tendiam a usar finais bastante diferentes em uma língua e outra. Por exemplo, dada a frase “amigos de verdade devem…”, os participantes completavam com “ajudar uns aos outros” em japonês, mas com “ser honestos” em inglês. Os achados levaram Ervin-Tripp a sugerir que os bilíngues utilizam dois canais mentais, um para cada idioma, como duas mentes diferentes.

Diversos estudos recentes parecem apoiar essa teoria das duas mentes (veja mais deles na página ao lado). Uma explicação é que cada idioma traz à mente os valores da cultura que vivenciamos enquanto o aprendíamos, explica Nairán Ramírez-Esparza, psicóloga da Universidade de Washington. Em um estudo recente, Nairán pediu que mexicanos bilíngues avaliassem a própria personalidade em questionários em inglês e espanhol. É sabido que a modéstia tem um valor cultural mais alto no México em comparação com os Estados Unidos, onde a assertividade é sinônimo de respeito. O idioma das perguntas parecia ativar essas diferenças. Quando questionados em espanhol, os voluntários eram mais humildes do que quando a pesquisa era apresentada em inglês.

Apesar dos avanços recentes, em se tratando do impacto do bilinguismo, os pesquisadores podem estar vendo apenas a ponta do iceberg. Muitas perguntas ainda estão sem resposta. Uma das principais é se um indivíduo que foi criado monoglota poderia obter os mesmos benefícios ao aprender outra língua. Em caso positivo, é difícil pensar em motivo melhor para o ensino de língua estrangeira.

Fala-se muito sobre as dificuldades enfrentadas por quem tenta aprender um novo idioma na idade adulta, mas as evidências sugerem que o esforço vale a pena. “É possível aprender outro idioma com qualquer idade e falá-lo fluentemente. Nós conseguimos ver os benefícios para o seu sistema cognitivo”, diz Marian. Bialystok concorda que os aprendizes adultos conquistam uma vantagem, ainda que o aumento de desempenho tenda a ser mais fraco do que entre os bilíngues. “Aprenda um novo idioma com qualquer idade pelo estímulo mental”, aconselha. “Essa é a fonte da reserva cognitiva.” Por ora, sou grata por já ter superado esse desafio. Minha mãe nunca poderia ter adivinhado quanto suas palavras mudariam meu cérebro e o modo como vejo o mundo, mas tenho certeza de que valeu o esforço. E por tudo isso, não posso deixar de dizer: Merci!

Dupla personalidade
Pesquisas mostram como o raciocínio dos bilíngues pode mudar de acordo com o idioma

Imersão cultural
Pesquisadores da Universidade Northwestern mostraram que bilíngues tendem a ter lembranças diferentes em cada língua. Ao receberem um pedido para citar “uma estátua de alguém olhando para o horizonte com um braço erguido”, voluntários fluentes em mandarim e inglês lembravam mais da Estátua da Liberdade quando a pergunta era feita em inglês e da estátua de Mao Zedong em mandarim.

Mala memória
Lera Boroditsky, professora da Universidade de Stanford, na Califórnia, descobriu numa pesquisa de 2010 que quando bilíngues falam espanhol, desenvolvem mais dificuldade em lembrar quem causou um acidente. Sua teoria é que isso acontece provavelmente porque eles tendem a usar construções impessoais como Se rompió el florero (“o vaso se quebrou”), que não explicitam o responsável pelo evento.

Sangue latino
Quando o Baruch College de Nova York pediu a voluntários bilíngues em inglês e espanhol que assistissem a anúncios televisivos com mulheres, a tendência após ver as propagandas em espanhol era classificá-las como independentes e extrovertidas; em inglês, os mesmos anúncios eram descritos como desesperados e dependentes.

Falando grego
Um estudo de pesquisadores da Universidade de Chipre revelou que indivíduos bilíngues em grego e inglês informavam reações emocionais distintas à mesma história, dependendo do idioma utilizado: eles ficavam “indiferentes” à personagem na versão em inglês do teste, por exemplo, mas “preocupados” com seu progresso quando escutavam a versão grega.

Fonte: Globo.com Galileu




Bilíngues raciocinam melhor

Bilíngues raciocinam melhor e têm menos problemas mentais.
Estudos mostram que habilidade adia demência e traz flexibilidade cognitiva

NOVA YORK — Ter a capacidade de falar mais de um idioma pode ser sinônimo de melhor saúde mental. É o que sustenta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Nova York, cujo resultado foi publicado na revista especializada “Trends in Cognitive Sciences”.

— Estudos anteriores já tinham afirmado que o bilinguismo tem um efeito benéfico no desenvolvimento cognitivo das crianças. No nosso trabalho, revisamos estes estudos recentes usando os métodos comportamental e de neuroimagens para examinar os efeitos do bilinguismo na cognição dos adultos — explica Ellen Bialystok, principal autora do estudo.

Segundo Ellen, a necessidade de monitorar duas línguas, a fim de selecionar a mais apropriada para o momento, solitcita regiões cerebrais que são críticas para a atenção e o controle cognitivo. O processo pode reconfigurar e fortalecer estas redes de controle da cognição, possivelmente aumentando a chamada flexibilidade mental, isto é, a habilidade de se adaptar a mudanças contínuas e processar informações eficientemente.

A pesquisa também sugere que o bilinguismo melhora a reserva cognitiva, isto é, o efeito protetor que a atividade física ou mental tem sobre a função cognitiva, garantindo um envelhecimento saudável. Esta reserva também é capaz de adiar o surgimento de sintomas nas pessoas que sofrem de demência, o que foi comprovado por estudos mostrando que pessoas bilíngues apresentam sintomas de demência anos depois das monoglotas.

— Nossa conclusão é de que a experiência de toda uma vida administrando a atenção dada a duas línguas reorganiza as redes cerebrais específicas (envolvidas no processo), criando uma base mais efetiva para o controle executivo e sustentando uma performance cognitiva melhor ao longo de toda a vida — diz Ellen. — Não seria surpreendente que esta experiência deixasse suas marcas em nossas mentes e cérebros, e agora está claro que o cérebro bilíngue é formatado exclusivamente pela experiência.

Na Espanha, o centro Brainglot, dedicado à pesquisa da linguagem, também estuda as diferenças entre cérebros de pessoas bilíngues e monoglotas.

— As bilíngues usam mais áreas cerebrais na tarefa linguística, recorrendo sobretudo ao lado esquerdo do cérebro (relacionado à linguagem), mas também a algumas regiões do lado direito. Isso quer dizer que, no processo, elas precisam empregar mais áreas do cérebro que as monoglotas. Isso poderia significar uma lentidão pouco significativa na hora de manejar a linguagem, mas a parte positiva é que os bilíngues, ao passar o dia todo mudando de idioma, treinam também suas habilidades cognitivas não linguísticas, mais concretamente as funções executivas, que servem para que se adaptem a estas mudanças. Seria possível dizer que, nesta tarefa, os bilíngues são melhores — disse ao jornal “El País” o cientista César Ávila, que trabalha no Brainglot.

Fonte: O Globo




TECNOLOGIA DE ENSINO

O  Educador Will Richardson, professor de escolas públicas nos Estados Unidos e autor do livro “Why School?”  (Por que escola?) afirma “Acho que nunca houve um momento tão incrível para ser estudante quanto hoje”.

Atualmente basta entrar na internet, acessar um site de busca para aprender qualquer coisa.

Os professores são essenciais nesse processo evolutivo da educação, como orientador para buscar informações e conteúdos interessantes para as crianças.

Em 2019 a Escola Escobar firmou parceria com o Grupo Educacional Santillana, Moderna e Unoi Educação para a implantação em 2020 do Sistema UNO Internacional (UNOi).

Com o Sistema Uno Internacional, de forma atrativa e interativa, sem deixar o lápis e a caneta de lado o aluno encontra o seu próprio sentido em todo conteúdo. A partir de 2020 as aulas passam a integrar o conteúdo tradicional com a tecnologia.

Com salas de aula multimídias e o uso de  IPADS é possível para o professor apresentar vídeos e conteúdo interativo. O  professor tem acesso ao conteúdo tradicional didático completo on-line, como por exemplo, apresentar um vídeo para ajudar na fixação do conteúdo e atrair a atenção dos alunos.

Ensino tradicional associado a tecnologia. Mais conteúdos.

Bem vinda tecnologia!

 

 

 

 




Pesquisa do Google revela que 95% dos professores brasileiros acreditam que a tecnologia é benéfica aos estudantes

A pesquisa Challenger do Google, que analisa o posicionamento de pais e professores quanto ao uso da tecnologia na sala de aula, mostra que 82% dos professores estão preocupados com a equidade de acesso quando se trata de tecnologia nas escolas.

Já 91% dos pais acreditam que a tecnologia na sala de aula torna o aprendizado mais envolvente. O Google e o instituto de pesquisa YouGov entrevistaram, por meio de formulário on-line, 300 educadores e 500 pais de alunos.

As entrevistas contemplaram professores e responsáveis por estudantes da educação primária e secundária, de escolas públicas, privadas e também em instituições sem fins lucrativos, mantidas por ONGs e fundações em todas as regiões do país.

A pesquisa focou, também, no engajamento dos alunos, eficiência e uso do tempo, habilidades do futuro e equidade e acesso à educação de qualidade.

“A pesquisa tem como objetivo compreender melhor as visões atuais de pais e educadores no que se refere à tecnologia nas escolas, dissipando o mito de que há uma relutância por parte deles em adotá-la na sala de aula”, afirma Daniel Cleffi, líder do Google for Education para América Latina.

Confira, abaixo, alguns resultados da pesquisa:

  • Para os professores:
    • 95% acreditam que trazer a tecnologia para a sala de aula prepara os estudantes para o futuro;
    • 82% estão preocupados com a equidade de acesso quando se trata de tecnologia nas escolas;
    • 77% apontam que o maior desafio é envolver os alunos;
    • 95% concordam que trazer a tecnologia para a sala de aula pode tornar o aprendizado mais atraente para os alunos;
    • 60% dizem que não têm tempo suficiente para fazer tudo que é necessário;
    • 90% concordam que a tecnologia pode ajudá-los a economizar tempo;
    • 81% acreditam que a parte mais importante do seu trabalho é ensinar aos alunos as habilidades do futuro;
  • Para os pais:
    • 91% acreditam que a tecnologia na sala de aula torna o aprendizado mais envolvente;
    • 88% acreditam que a tecnologia ajuda os estudantes a reterem informação;
    • 74% concordam que a tecnologia permite que alunos aprendam em seu próprio ritmo;
    • 47% acham que a tecnologia é atualmente utilizada da melhor forma para beneficiar a aprendizagem dos alunos.

Fonte: Blog Discovery




Geração Alpha: o que é ?

Quem são e o que pensam as crianças da geração Alpha, nascidas depois de 2010?

A geração Alpha é composta por crianças que desde muito pequenas, estão inseridas em um cotidiano rodeado pela tecnologia. Em pleno desenvolvimento, é precoce afirmar o que pensam, mas a tendência indica que sejam muito mais independentes que suas antecessoras, e com habilidade de adaptação a novas tecnologias.

Quais as principais características das crianças nascidas depois de 2010, a chamada geração Alpha?

São crianças muito mais atentas e observadoras. Aparentam ser mais inteligentes, mas esta percepção se deve por estarem inseridas em um ambiente com muito mais estímulos sensoriais, com brinquedos criados cuidadosamente para desenvolver sua audição, tato e visão.

A mobilidade da tecnologia atual também auxilia bombardearmos esta geração com cores e formas de educação em todos os

lugares e momentos, gerando uma aceleração ainda maior no processo de desenvolvimento.

Afinal de contas: o que nos traz a percepção de que os alphas já fazem parte de uma geração mais inteligente? A palavra é: estímulo.

Mesmo que você leia e-books, ouça músicas e assista filmes on demand, a real é que você aprendeu isso ao longo da vida, enquanto este cenário é completamente natural para o seu filho que já nasceu imerso em toda essa tecnologia e com as facilidades de obter informação.

Temos uma preocupação muito maior em educar nossos filhos em ambientes voltados para o desenvolvimento infantil, trazendo mais estímulos sensoriais. Nós valorizamos brinquedos, livros e dispositivos pensados no aprendizado das crianças.

Ainda que os fatores, causas e efeitos da tecnologia neste processo caminhem juntas e não estejam precisamente claros entre si, podemos dizer que ela tem um papel importante no ambiente onde nossas crianças estão inseridas.

O tablet e as telas em geral, por exemplo, já são aliados no desenvolvimento dos pequenos. Com conteúdo adequado, seguro e livre de excessos, os dispositivos tecnológicos podem fazer parte do universo das crianças e devem receber o mesmo acompanhamento dos pais que as outras situações do dia-a-dia. Existem, inclusive, aplicativos focados em estimular o aprendizado infantil que permitem que pais acompanhem de perto a evolução dos filhos.




Cinco motivos para usar tecnologia na sala de aula

Mesmo com todos os avanços dos últimos anos, o uso da tecnologia na sala de aula ainda é polêmico. Muitos professores são resistentes e escolas também, inclusive proibindo o uso de qualquer aparelho celular ou tablet. Já muitas das que são adeptas ainda não encontraram um equilíbrio, uma fórmula de sucesso que integre alunos, professores, pais e escola em prol do desenvolvimento do aluno como cidadão. Mas então, por que e como usar a tecnologia a favor da educação?

A Controller Education, empresa especializada em desenvolver soluções tecnológicas para a melhoria da educação, destaca alguns benefícios. Confira cinco pontos que merecem atenção:

Novas comunidades e formas de aprendizado

Com a entrada da tecnologia na sala de aula, novas comunidades e formas de aprendizado surgiram. Os alunos passaram a trocar informações e a compartilhar conhecimento de forma instantânea, por meio das redes sociais e grupos de troca de mensagens. “Os educadores precisam se integrar a esse novo cenário, caso contrário, o relacionamento com os alunos ficará difícil, assim como a tarefa de motivá-los e conquistá-los com novas informações, pois esse ‘novo’ é justamente o que eles têm contato diariamente por meio da internet. Dinamismo e agilidade são palavras-chaves e a tecnologia colabora nesse contexto”, comenta Eduardo Bahiense, diretor da Controller Education.

Jovens e crianças adoram tecnologia

Pesquisas já mostraram que tecnologia em excesso faz mal à saúde física e mental, mas hoje já possui um papel essencial na sociedade. As crianças são atraídas pelos vídeos e jogos, que se usados com equilíbrio podem ser ótimas ferramentas no complemento da educação, inclusive na primeira infância. Já o empenho e a destreza dos jovens, podem ser a porta de entrada para um despertar de interesses que nem imaginavam ter e a atenção na sala de aula e no conteúdo transmitido aumentam.

Suporte no aprendizado

É nítido que o processo de ensino-aprendizagem passou por mudanças e tudo está diferente. Hoje, o professor não é apenas um transmissor do conhecimento, mas sim um mediador entre o que a tecnologia traz e os alunos, que são peças-chave nessa troca de informações e não são mais meros receptores de conteúdo. “A tecnologia oferece um suporte na hora de aprender e de ensinar. Com ela, o professor usufrui de recursos que transformam e acrescentam mais novidades em suas aulas, além de instigar ainda mais a busca pelo conhecimento por parte dos alunos”, diz Bahiense.

Integração e conhecimento compartilhado

As pessoas são diferentes, cada aluno ou grupo precisa de uma metodologia específica. Identificar formas de usar a tecnologia no intuito de aproximá-los fortalece e dá mais credibilidade ao professor, que também pode compartilhar informações e experiências com outros professores. Esse conjunto auxilia para construir uma aula mais assertiva, o que garante a confiança, melhor compreensão e integração dos alunos.

Ambiente inclusivo

A tecnologia não discrimina nenhum aluno ou professor. Seu uso na área educacional fortalece o papel fundamental do professor em sala de aula, sendo inclusiva. De todas as inovações e benefícios que a tecnologia contribui para a educação, a maior é a possibilidade de inserir classes e pessoas que são consideradas excluídas, educacional ou socialmente.

“Para achar o equilíbrio entre tecnologia e educação é importante que haja uma evolução também nas escolas, apoiar e dar suporte aos professores para que eles desenvolvam, primeiramente, suas potencialidades. Saber aplicar e compreender os benefícios que o sistema oferece e acrescentar no dia a dia, só aumenta a possibilidade de educar e formar grandes cidadãos”, finaliza Eduardo Bahiense.

Fonte: Redação – Agência IN